Carreira

De startups a multinacionais: descubra a revolução no planejamento de RH

Escrito por Fluenglish

Startups são empresas novas e, consequentemente, têm menos tempo e experiência de mercado se comparadas com grandes empresas. Porém, mesmo com esse pouco tempo de mercado, elas ainda têm muito a ensinar, em vários aspectos, sobre como lidar com o negócio.

Um desses aspectos diz respeito às suas respectivas áreas de RH. Afinal, as startups estão atraindo cada vez mais talentos para compor o seu time, e a sua maioria faz parte da famosa geração Y.

E, como o modelo de negócio de uma startup envolve uma realidade incerta, esses jovens talentos provavelmente não estariam lá se a empresa não soubesse mostrar que vale a pena trabalhar com ela.

De fato, isso é uma coisa que elas fazem, e muito bem. As startups possuem uma capacidade enorme de atrair e reter talentos, e suas vagas são bem disputadas no mercado.

Portanto, neste post vamos apresentar 7 práticas de planejamento de RH que qualquer empresa pode aprender com uma startup. Continue lendo e confira!

1. Tenha um código de cultura

Sem dúvida, ter um código de cultura é a melhor maneira de mostrar quais valores são adotados pela empresa, e ainda serve como um excelente guia em seu processo de contratação.

Hoje, muitas startups possuem um processo de seleção no qual o candidato é inteiramente avaliado conforme seu código de cultura, além das competências técnicas exigidas para a função que se candidatou.

Além disso, essas empresas também disponibilizam o código de cultura de forma pública, para que os próprios candidatos possam analisar se eles se encaixam com aqueles valores.

Outro benefício é que ele servirá de vitrine para mostrar o quão bom é o seu ambiente de trabalho. A Netflix, por exemplo, foi uma das pioneiras em disponibilizar o seu código de cultura para o mundo consultar!

Dessa forma, é possível atrair e contratar talentos que estejam alinhados com a expectativa da empresa e vice-versa.

2. Elabore um processo de seleção completo

A maioria das startups faz de seu processo de seleção uma verdadeira jornada. Para evitar que qualquer equívoco prejudique a decisão de contratar, ou não, um candidato, elas procuram deixá-lo o mais completo possível.

Geralmente, essa seleção possui etapas como teste escrito, teste técnico, entrevista com o RH, teste de inglês e outros idiomas, entrevista com gestor de área, teste prático e entrevista final, com o CEO ou outro diretor que represente a cultura da empresa.

De fato, esse processo pode ser longo, mas o importante é que ele faça sentido para a empresa e o candidato. Aliás, uma boa prática é mostrar, a cada etapa, o quanto ele está aprendendo nessa jornada. Assim, é possível conquistá-lo pouco a pouco durante o próprio processo.

Além disso, trabalhando dessa maneira, garante-se que os candidatos aprovados tenham o perfil que a empresa busca, além de se eliminar muitos candidatos que não são persistentes e desistem no meio do caminho.

3. Elabore um processo de onboarding

Outra atividade que deve constar no planejamento de RH da sua empresa — e que é fortemente adotada pelas startups — é a ambientação de novos colaboradores, ou o onboarding. Essa palavra tem muitas traduções, mas, nesse contexto, se refere à integração de novos funcionários ao ambiente de trabalho.

Onbordia fez uma pesquisa sobre esse tema e chegou a conclusão de que 75% dos colaboradores que terminam o processo de onboarding satisfeitos, afirmam que são leais à empresa. Ou seja, podemos considerar como uma excelente ação para reter talentos desde o início.

Além disso, essa ambientação é extremamente importante para que os novos colaboradores consigam estar na “mesma régua” que os outros profissionais, tanto em questões gerais da empresa quanto para a área em que vai trabalhar.

O processo pode ser elaborado conforme a preferência da empresa, e no tempo que ela achar necessário, podendo conter treinamentos gerais e específicos, com atividades práticas, além de conversas com gestores e diretores.

4. Conte com colaboradores “fora da curva”

Uma realidade do ambiente das startups é que elas contam com profissionais excepcionais em todas as áreas — inclusive na área de RH. Seus colaboradores possuem um perfil que, além de ter o conhecimento necessário para executar o trabalho de gestão de pessoas, possui um lado mais inovador e flexível.

Ou seja, esses profissionais também têm conhecimento sobre o segmento da própria empresa e possuem uma capacidade excepcional de lidar com os riscos do negócio, no que diz respeito à gestão de pessoas.

Além disso, são mais flexíveis em liderar estratégias que tenham um impacto geral na empresa, alinhados com a sua cultura, e criando uma identidade que une todos os colaboradores.

5. Adote uma política de benefícios em seu planejamento de RH

Todo colaborador se sente melhor quando a empresa proporciona benefícios relevantes para o seu bem-estar ou sua trajetória profissional.

Por isso, elas incluem em seu planejamento de RH ações relacionadas, como ter, todo mês, um orçamento por colaborador para gastos com infraestrutura, incentivo a treinamentos, comemorações, e até remuneração variável conforme o desempenho na função.

Outra ação, que também é adotada e incentivada nas startups, é a possibilidade de trabalhar em horários flexíveis e home office. Isso reafirma o compromisso que o colaborador tem com o resultado a ser entregue, em vez de, simplesmente, cumprir seu horário de trabalho.

Trabalhando com esses e outros benefícios a empresa poderá contar com melhores condições para manter a sua taxa de turnover controlada!

6. Aprenda a desconstruir processos

A atuação da área de RH nas startups está sendo baseada no princípio de desconstruir processos tradicionais, deixando-os menos burocráticos e mais práticos — o que é favorável para todos os colaboradores da empresa.

Quanto a isso, podemos tomar como exemplo as avaliações para medir o desempenho dos seus profissionais, que não são feitas da forma tradicional. Nesse caso, é preciso deixá-las mais ágeis e flexíveis, visto que já não se adaptam à sua realidade.

Além disso, é preciso que o colaborador se sinta motivado em contribuir com esse processo. Contudo, deve se tomar certo cuidado com as questões trabalhistas, que não acompanham toda essa flexibilidade ideal.

Logo, é preciso equilibrar as regras — ainda que obsoletas — da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) com novas práticas, que sejam criativas e inovadoras.

7. Tenha uma remuneração justa

Por fim, vale ressaltar que o colaborador de uma startup vive imerso a uma incerteza e uma pressão muito grande. Logo, se não achar que a sua remuneração é interessante e justa, ele provavelmente buscará outras oportunidades de trabalho.

Justamente por isso, as empresas estão investindo bastante na transparência quanto à forma com que a remuneração é realizada e as possibilidades de se conseguir um aumento de salário, baseadas nos méritos de cada colaborador.

Além disso, muitas delas estão quebrando mesmo o tabu e estimulando que aconteçam mais conversas sobre o tema entre os próprios colaboradores e seus gestores.

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