Carreira

O que é preciso para se tornar um líder?

Escrito por Fluenglish

O termo liderança surge no final do século XIX e evolui de uma inexistência para um contexto em que as relações de poder ficam bem evidentes. Assim como os termos absolutismo e poder feudal designaram um tipo de poder no passado. Nos dias atuais, a relação de poder é compreendida como uma relação de liderança. O líder passa a ser o elemento situado no topo da hierarquia de uma empresa.

A função de liderança pode ser, muitas vezes, confundida entre a autoridade de quem a exerce e a autoridade derivada do cargo de diretoria, gerência, supervisão, coordenação.

Afinal, o que é ser líder e como se tornar líder?

O desenvolvimento de liderança é uma das principais preocupações estratégicas das organizações e também das pessoas com certa ambição, aquelas que sonham com uma carreira de sucesso e acreditam que conseguirão alcançar reconhecimento, respeito, admiração e remunerações melhores se tiverem cargos de líderes.

Freud conceitua liderança como capacidade para despertar emoções através da manipulação. Diversos outros autores conceituam como fenômeno relacional, pois há necessidade do liderado legitimar o líder, reconhecer a gestão como autoridade.

Algumas teorias consideravam que a liderança não poderia ser aprendida. Ou a pessoa nascia líder (liderança inata) ou nunca seria líder, ou seja, esses autores defendiam que a liderança não podia ser apreendida, a liderança era herdade e quem a recebia era quase um ser divino. No entanto, com o passar da história, percebeu-se que muitos líderes foram se destacando mesmo sem as posições de reis ou rainhas. Surgiram líderes sem a herança da liderança.

Foram desenvolvidos vários estudos para saber quais seriam os traços ou aspectos da personalidade dessas pessoas que eram líderes sem pertencerem às famílias de líderes. As empresas começaram a estudar os índices de produtividade, o motivo por que a equipe de determinado gerente era mais produtiva do que a equipe de outros. Surgiu a hipótese de que essa eficácia era conseqüência de uma gestão adequada. Então quais características tinham esses líderes que alcançaram mais resultados?

Acreditava-se que identificando e mapeando o perfil dos melhores líderes seria possível desenvolver os outros. Iniciaram as diferenciações de comportamento entre líderes eficazes e os ineficazes e quais seriam as melhores maneiras de motivar os funcionários para o alcance de metas.

Houve divisão de regime de liderança conforme as características dos líderes:

Líder Autoritário

  • Não possui confiança nos subordinados e apresenta pouca interação com a equipe.
  • Motiva as pessoas por medo, ameaças, punições e recompensas.
  • Não envolve os funcionários nos processos decisórios, o líder decide e os funcionários obedecem, estilo up-down e impositivo, prevalecendo o ditado: “manda quem pode e obedece quem tem juízo”.

Líder Autoritário Benevolente

  • Alguma confiança na equipe.
  • Algumas recompensas e algumas punições.
  • Não envolve os funcionários no processo decisório, solicitando algumas informações, mas ainda é o líder que possui a “palavra final”.

Líder Participativo Deliberativo

  • Bastante confiança na equipe, porém de maneira incompleta.
  • Recompensas e punições ocasionais e maior comunicação e interação com a equipe.
  • Envolve os funcionários no processo decisório de maneira simbólica, a decisão final continua sendo do líder.

Líder Participativo Grupal

  • Irrestrita confiança na equipe.
  • Motiva através da recompensa e ajuda a equipe a resolver os erros ao invés de punir.
  • Amistoso e interage, solicitando sugestões e tomando decisões conforme a integração dos funcionários, leia mais sobre como montar uma equipe campeã.

Alguns aspectos são fundamentais para você se tornar líder

Existem alguns aspectos e características que são indispensáveis para que você se torne um bom líder, são elas:

1 – Compreender que a liderança pode ser desenvolvida. Para isso é necessário conhecer os estilos de liderança, estudar as características de cada estilo e praticar as melhores diretrizes, independentemente se você possui ou não o cargo de líder.

2 – Estipular e informar às pessoas o que você espera delas. Fornecer orientações de como as pessoas poderão chegar ao que você espera, demarcando ritmo, fornecendo feedback de maneira estruturada, objetiva, demonstrando situações e apresentando as avaliações de resultados, os famosos indicadores de desempenho ou KPI´S.

3 – Demonstrar preocupação com as pessoas, aprenda a ouvir e ser flexível quando necessário.

4 – Incentivar os desafios, confiando na equipe, delegando tarefas e colaborando para que as pessoas superem as dificuldades, além de estar aberto às mudanças e gostar de novidades. Acolher sugestões e implantá-las  sempre que possível, conheça mais sobre como desenvolver a gestão do conhecimento na sua empresa. Se a sugestão do subordinado não for colocada em prática, explicar os motivos e reforçar a importância dele continuar buscando melhorias e sendo criativo.

5 – Procurar exercer a liderança situacional, agindo conforme cada situação e cada perfil de subordinado que o trabalho necessite, percebendo que não há o melhor caminho, as ações dependem do contexto.

6 – Praticar liderança transacional, identificando subordinados que preferem as relações de “troca”, negociação e premiações.

7 – Exercer o carisma, inspirar as pessoas, fornecer visão de futuro otimista, ser exemplo e estimular as pessoas a darem o melhor de si, aprimorarem-se, estudar uma nova língua. Saber que é responsabilidade do líder é definir e incentivar os processos.

8 – Realizar a gestão de crise, com equilíbrio emocional, incentivar as pessoas a crescerem nas dificuldades e buscarem alternativas diante de problemas.

Gostou dessas dicas?

Se você gostou desse conteúdo saiba que o mais importante é que você não tenha medo de se tornar um líder comprometido e que absorva bem as críticas, sabendo que o desenvolvimento é sempre o fator primordial para melhorias e alcance de resultados.

Veja também essa reportagem da Gente e Gestão RH sobre como aprender com os erros e usá-los como algo positivo na sua vida e carreira!

*Conteúdo produzido por Ana Carolina Martins, Psicóloga Organizacional na Gente e Gestão RH.

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