Carreira

Processo seletivo do Google: o que se pode aprender com ele?

É de conhecimento de todos o porte do Google e tudo que ele representa para o mercado tecnológico mundial, certo? Sabe-se que ele tem milhares de funcionários, e que todos são altamente capacitados para dar conta de tudo o que o nome da empresa possui no mercado. Mas, será que o processo seletivo do Google é tão diferente do que estamos acostumados?

Sim. Para ter uma equipe completa e que atenda a toda demanda da multinacional é necessário um recrutamento diferente, e o processo seletivo deles é dono de uma atenção especial.

Por mais que possa parecer assustador tentar repetir a aplicação do processo seletivo de uma empresa bilionária como o Google, saiba que ele pode ser adaptado para todo tamanho de organização, independentemente do ramo profissional.

Então, continue essa leitura conosco para aprender mais sobre o processo seletivo do Google e adaptar para a sua empresa.

Como o Google inova ao longo do processo seletivo?

O Google é conhecido no mundo todo por ser bastante inovador. Antes era apenas um buscador online e hoje é uma das empresas de maior relevância do mundo. Isso se deu por diversos fatores, inclusive o próprio ambiente de trabalho que proporciona o desenvolvimento da criatividade de seus funcionários.

Então, o processo seletivo não poderia ser diferente. Ou seja, há bastante criatividade envolvida nele, fazendo perguntas inusitadas para os candidatos participantes, como “Quantas bolas de golfe cabem em um ônibus?”, além, claro, de questões ligadas à função e ao mercado.

Essas perguntas inesperadas e quase imprevisíveis são feitas aos candidatos com o intuito de testar sua reação ao imprevisível. É o tipo de situação onde a criatividade do candidato é levada à prova.

Ao candidato, são direcionadas também, questões que visam testar seu conhecimento em relação empresa. Por exemplo, “Quais são os concorrentes principais do Google?”. A resposta dessa questão já deixa claro se o candidato sabe ou não sobre o mercado e a empresa.

Para testar o conhecimento do candidato há questões mais específicas, como: “Como você criaria um plano de marketing para uma loja de jardinagem usando o Google AdWords?”.

Dessa maneira é possível entender como o candidato reage em diferentes situações, além de medir seus conhecimentos teóricos e práticos a respeito da função profissional e também sobre a cultura da empresa.

O que o Google busca com essa inovação no processo seletivo?

O processo seletivo do Google funciona como um período de experiência, de testes. Os candidatos vão interagir com seus possíveis chefes e colegas, sabendo, assim, se haverá alinhamento entre todos de um jeito mais fácil. Afinal, o Google precisa escolher os melhores do mercado para trabalhar com eles, sendo necessário que essas pessoas também estejam satisfeitas trabalhando na empresa.

Há escritórios da empresa pelo mundo todo e o processo seletivo é basicamente o mesmo, independentemente do cargo que a pessoa está se candidatando. A empresa busca:

1. Liderança

O Google espera que seus funcionários tenham perfil de liderança para que todos, em equipe, ajudem a encontrar soluções para variadas situações, mesmo que o funcionário não seja designado como líder.

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A empresa precisa que os funcionários entendam que em alguns momentos eles serão realmente os líderes de alguns projetos e em outros serão parte da equipe, por isso é imprescindível que haja iniciativa e capacidade de engajamento em todos os níveis.

Uma característica muito comum entre pessoas que apresentam inclinação para a liderança é a competência emocional. Isso, com certeza, é um ponto de destaque no profissional.

2. Compatibilidade

O candidato pode ter um ótimo currículo, pode ter amplas experiências na área e ser aparentemente perfeito para aquela vaga. Mas se por algum motivo, depois de contratado, seu rendimento é menor que o esperado, em pouco tempo ele estará fora da equipe.

Esse é um problema frequentemente relatado por empresas e colaboradores. Na maioria dos casos, essa é uma situação desinteressante, pois, o funcionário e a empresa poderiam se desenvolver juntos. Mas por alguma falta de compatibilidade, essa relação é cortada, deixando uma lacuna com a sensação de oportunidade e tempo perdido.

Normalmente, isso se dá por uma inadequação entre o profissional e a cultura da empresa — valores e visões que a mesma possui.

3. Habilidade cognitiva

Essa se resume à qualidade de compreender o problema em questão, buscar uma ou mais soluções e conseguir se comunicar de forma clara.

4. Competência técnica

O Google põe à prova todos aqueles conhecimentos específicos que são indispensáveis no futuro profissional. Na área da engenharia, por exemplo, verificam-se as habilidades em programação e outras áreas técnicas.

Essa preocupação que a empresa tem com o perfil dos profissionais que entrarão para a organização tem como consequência a alta probabilidade de contratante e contratado prosperarem juntos.

Existem outros critérios utilizados pelo Google?

Devido a seu porte que ultrapassa fronteiras, que se mistura a diferentes culturas e idiomas, é indispensável ao profissional que trabalha no Google ter fluência em inglês. Para saber se o nível de inglês do candidato é o mesmo que ele alega possuir, é necessário que o exame seja criterioso e avalie pelo menos as quatro habilidades básicas: ler, escrever, falar e ouvir.

A condução de entrevistas e dinâmicas de grupo em inglês também são práticas que explicitam a familiarização que o candidato possui com o idioma.

Empresas que possuem maior preocupação com sua imagem, se encarregam também de investigar o perfil dos aspirantes nas redes sociais. Por mais que esse ato possa soar invasivo, é uma prática que se move totalmente dentro da legalidade, da ética e da moralidade, pois, tudo o que determinada pessoa pública, representa sua maneira de pensar e agir.

Essa é uma maneira de considerar se o aspirante combina com a cultura da empresa, ou se ambos possuem ideologias e valores dissonantes.

Pôde-se perceber, lendo essas dicas, que apesar do Google ser uma empresa gigante, muitas de suas técnicas podem ser aproveitadas em organizações de porte mais modesto. Na verdade, essas técnicas fazem parte da receita para um empreendimento que tenha em vista o crescimento de si e de todos os seus colaboradores e consumidores. Então, se espelhar nelas não parece uma má ideia.

Se você curtiu essas dicas sobre o processo seletivo do Google e sabe que seus amigos e colegas também se interessam por isso, compartilhe este artigo em suas redes sociais para que cada vez mais pessoas possam aprender sobre o assunto!

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